Conteúdo de expertise: como fazer social selling que gera leads

Como criar conteúdo de expertise no LinkedIn

Sofia possuía anos de experiência em atendimento ao cliente, mas seus conteúdos repetiam frases amplas: "o cliente precisa estar no centro", "escutar é fundamental" e "experiência é tudo". As ideias estavam corretas, porém qualquer pessoa poderia publicá-las. O conhecimento real permanecia escondido, e o escondimento é o que diferencia profissional que se posiciona de profissional que apenas repete chavões do mercado.

Conteúdo de expertise não é aquele que utiliza linguagem difícil, e a confusão é o que sustenta a produção de conteúdo que impressiona pela complexidade mas não ajuda ninguém. É aquele que revela critérios, diferenças, decisões, padrões e limites aprendidos na prática, e a prática é o que diferencia conhecimento útil de conhecimento de superfície, e a superfície é o que diferencia profissional mediano de profissional que se destaca.

Este capítulo mostra como transformar conhecimento profissional em contribuições que ajudam o público a pensar e, ao mesmo tempo, demonstram competência sem autopromoção excessiva. Você verá por que expertise é capacidade de julgamento, como começar por situação real, o uso de distinções, a importância de mostrar critérios, a diferença entre sintoma e causa, a necessidade de apresentar limites, a estrutura situação-leitura-critério, e como ir da experiência para a prova indireta.

Expertise é sobre como você distingue, decide e prioriza. Tornar isso visível é o que diferencia conteúdo de posicionamento de conteúdo genérico.

Expertise é capacidade de julgamento

O especialista não apenas conhece informações, e a confusão entre informação e julgamento é o que diferencia profissional mediano de profissional reconhecido. Sabe distinguir situações, avaliar riscos e escolher caminhos, e a capacidade de escolha é o que diferencia conhecimento passivo de conhecimento aplicado. Conteúdo de expertise deve mostrar esse julgamento, e a mostra é o que diferencia conteúdo que educa de conteúdo que apenas repete.

Em vez de "escute o cliente", explique como diferenciar uma reclamação pontual de um padrão operacional e que evidências procurar, e a explicação é o que diferencia uso que ensina de uso que apenas sugere. A frase genérica é compartilhável mas não forma; a distinção é o que ajuda o leitor a olhar para a própria realidade com mais clareza, e a clareza é o que diferencia conteúdo que muda prática de conteúdo que muda opinião por cinco minutos.

Três sinais de que o conteúdo está mostrando julgamento: a leitura deixa o leitor com perguntas novas (não apenas com frases para concordar), o conteúdo distingue situações que normalmente são tratadas como iguais, e a argumentação é construída com base em evidência ou raciocínio (não em apelo à autoridade), e a combinação dos três sinais é o que diferencia conteúdo de especialista de conteúdo de influenciador.

Comece por uma situação real

A melhor matéria-prima está no trabalho: perguntas, erros, decisões, objeções e mudanças de visão, e a origem é o que diferencia conteúdo que parece vivido de conteúdo que parece inventado. Retire dados identificáveis e preserve o mecanismo, e a preservação é o que diferencia uso que respeita privacidade de uso que apenas ilustra, e a ilustração é o que diferencia conteúdo útil de conteúdo espetacular.

Uma situação concreta ajuda o leitor a reconhecer o problema, e o reconhecimento é o que diferencia conteúdo que conecta de conteúdo que apenas informa. Quando o leitor se vê no exemplo, a retenção aumenta, e o aumento é o que diferencia conteúdo que fixa em memória de conteúdo que se perde no feed, e a perda é o que diferencia profissional lembrado de profissional que apenas apareceu.

Três critérios sustentam a escolha da situação: o caso é representativo do problema que você quer tratar (não é exceção), o mecanismo é preservado mesmo com nomes e números alterados, e a situação permite extrair lição que o leitor pode aplicar na própria realidade, e a aplicabilidade é o que diferencia conteúdo que muda prática de conteúdo que apenas diverte.

Use distinções

Distinções tornam ideias aplicáveis, e a aplicabilidade é o que diferencia conteúdo que fixa em memória de conteúdo que se perde. Exemplos: atividade não é resultado, e a distinção é o que diferencia profissional ocupado de profissional produtivo. Interesse não é prioridade, e a distinção é o que diferencia profissional que recebe elogios de profissional que fecha vendas. Processo documentado não é processo utilizado, e a distinção é o que diferencia empresa que tem manual de empresa que executa.

Cada distinção pode gerar explicação, exemplo e critério de ação, e a geração é o que diferencia conteúdo que ensina de conteúdo que apenas afirma. A explicação mostra por que a confusão existe, o exemplo mostra a confusão na prática, e o critério de ação mostra o que fazer para evitar a confusão, e a combinação é o que diferencia conteúdo de especialista de conteúdo genérico.

Três distinções que valem ouro em vendas: sintoma não é causa, hipótese não é compromisso, e oportunidade não é fechamento, e as três distinções, trabalhadas com cuidado, sustentam boa parte do conteúdo útil que um vendedor pode produzir ao longo de meses, e a produção sustentada é o que diferencia profissional que constrói reputação de profissional que apenas publica frases genéricas.

Mostre critérios

Critérios ajudam o leitor a decidir, e a decisão é o que diferencia conteúdo útil de conteúdo que apenas entretém. Um conteúdo pode apresentar três condições para contratar, quatro sinais de risco ou perguntas para escolher entre alternativas, e a estrutura é o que diferencia conteúdo que forma de conteúdo que apenas sugere.

Evite listas sem explicação, e a explicação é o que diferencia critério útil de slogan de LinkedIn. Mostre por que cada critério importa, e a importância é o que diferencia critério que orienta decisão de critério que apenas decora. Critério sem justificativa é opinião; critério com justificativa é conhecimento, e o conhecimento é o que diferencia conteúdo que muda prática de conteúdo que parece profundo mas é raso.

Três perguntas sustentam a construção de critérios úteis: o critério é observável (o leitor pode verificar se aplica) ou é interpretativo (precisa de julgamento)? o critério é discriminante (ajuda a separar casos) ou é genérico (vale para tudo, e por isso não ajuda)? a ausência do critério muda a decisão, e a mudança é o que sustenta a relevância do critério. Se as três respostas forem sim, o critério é útil. Se alguma for não, refine antes de publicar.

Explique causa e consequência

Conteúdo superficial descreve sintomas, e a descrição é o que diferencia conteúdo de imitação de conteúdo de análise. Expertise investiga mecanismos, e a investigação é o que diferencia profissional que entende de profissional que apenas observa. "Reuniões longas" é um sintoma, e a redução a sintoma é o que diferencia profissional que reage de profissional que age sobre a causa. Falta de decisão, agenda ampla, ausência de preparação, participantes inadequados podem ser causas, e cada causa exige resposta diferente.

Apresentar a cadeia sintoma-padrão-causa é o que diferencia conteúdo útil de conteúdo que apenas nomeia, e a nomeação sem cadeia é o que sustenta a produção de conteúdo raso que não forma ninguém. O leitor sai de um conteúdo assim com perguntas novas e com capacidade de investigar a própria realidade, e a capacidade é o que diferencia profissional que forma audiência de profissional que apenas fala para a audiência.

Três movimentos sustentam a análise de causa: partir do sintoma (o que aparece), identificar padrão (quando aparece, com que frequência, em que contexto), chegar à causa (mecanismo que produz o sintoma), e a sequência é o que diferencia análise de opinião. A opinião diz "reuniões longas são ruins"; a análise mostra que reuniões longas são sintoma, e que sem entender a causa (falta de decisão, agenda ampla, preparação) a solução proposta pode ser incorreta, e a incorreção é o que diferencia uso que ajuda de uso que apenas decora.

Apresente limites

Nenhuma recomendação serve para todos, e a generalização é o que diferencia uso que forma de uso que confunde. Explique quando não aplicar, que condições são necessárias e que riscos existem, e a explicação é o que diferencia conteúdo responsável de conteúdo populista, e o populismo é o que diferencia profissional que quer agradar de profissional que quer ajudar.

A limitação demonstra responsabilidade e ajuda o leitor a adaptar, e a adaptação é o que diferencia conteúdo que forma de conteúdo que apenas sugere. Quando o autor reconhece os limites da própria recomendação, o leitor confia mais na recomendação que faz sentido, e a confiança é o que diferencia reputação construída de reputação aparente.

Três formas de apresentar limites com elegância: "isso funciona quando X; quando Y, é melhor considerar Z", "essa recomendação tem custo em tempo e dinheiro, e vale considerar se o momento é o adequado", e "existem contextos em que essa abordagem não é a melhor, e vale a pena avaliar caso a caso", e a combinação das três é o que diferencia profissional que pensa de profissional que segue fórmula.

A estrutura situação-leitura-critério

Apresente a situação, explique sua interpretação e ofereça um critério, e a estrutura é o que diferencia conteúdo que forma de conteúdo que apenas descreve. Exemplo: "A equipe pede mais leads. Antes de aumentar geração, verifique quantas oportunidades possuem próximo passo. O problema pode estar no avanço, não no volume." A estrutura tem situação (equipe pede mais leads), leitura (pode estar no avanço, não no volume) e critério (verifique quantas oportunidades têm próximo passo), e a combinação é o que diferencia conteúdo que muda prática de conteúdo que apenas descreve.

Três movimentos sustentam a aplicação da estrutura: a primeira frase apresenta a situação observável (algo que o leitor reconhece), a segunda frase oferece leitura alternativa (não a leitura óbvia), a terceira frase apresenta o critério de ação (o que o leitor pode fazer), e a combinação é o que diferencia conteúdo de especialista de conteúdo genérico.

Três variações úteis da estrutura: situação-pergunta-cenário (pergunta que ajuda o leitor a olhar a própria realidade), sintoma-causa-ação (mostra a cadeia antes de propor solução), e erro-porquê-como-evitar (ensina a partir do erro em vez do acerto), e a variação é o que diferencia uso que combina formatos de uso que segue um único formato.

Da experiência para a prova

Você não precisa escrever "sou especialista", e a declaração é o que diferencia profissional que apenas declara de profissional que mostra. A expertise aparece quando o leitor reconhece conhecimento difícil de improvisar, e o reconhecimento é o que diferencia profissional que convence por declaração de profissional que convence por demonstração.

Casos, detalhes de processo e escolhas justificadas funcionam como prova indireta, e a prova é o que diferencia conteúdo que sustenta de conteúdo que apenas sugere. Quando o autor consegue descrever o processo, mostrar a escolha, e justificar a decisão, o leitor percebe que o conhecimento é vivido, e a percepção é o que diferencia reputação construída de reputação aparente, e a aparência é o que diferencia uso que constrói de uso queima o ativo.

Três formas de mostrar experiência sem virar propaganda: usar casos com mecanismo preservado (não apenas resultado), explicar o critério de decisão (não apenas a decisão), e reconhecer os limites da própria abordagem (o que não é, em que contexto não funciona, quando buscar outra solução), e a combinação é o que diferencia profissional que se posiciona de profissional que apenas se anuncia.

Em resumo

Expertise é capacidade de julgamento, e a capacidade é o que diferencia profissional reconhecido de profissional que apenas conhece. Começar por situação real preserva a autenticidade do conteúdo, e a preservação é o que diferencia conteúdo que parece vivido de conteúdo que parece inventado. Distinções tornam ideias aplicáveis, e a aplicabilidade é o que diferencia conteúdo que fixa em memória de conteúdo que se perde.

Critérios ajudam o leitor a decidir, e a decisão é o que diferencia conteúdo útil de conteúdo que apenas sugere. Causa e consequência separam sintoma de mecanismo, e a separação é o que diferencia análise de opinião. Limites demonstram responsabilidade, e a responsabilidade é o que diferencia profissional que forma de profissional que apenas fala. Estrutura situação-leitura-critério organiza o conteúdo de forma que o leitor sai com pergunta útil, e a pergunta é o que diferencia uso que forma de uso que apenas decora.

Se você quer criar mais conteúdo de expertise, liste as dez perguntas mais frequentes que recebe dos clientes, escolha uma e escreva a resposta com distinção, exemplo e limite. Pegue uma frase genérica do seu mercado e transforme em critério observável. Crie três conteúdos a partir do mesmo caso: um sobre problema, outro sobre decisão e outro sobre aprendizado. O resultado provavelmente será um conjunto de publicações que demonstra competência sem virar propaganda, e a demonstração é o que diferencia profissional que se posiciona de profissional que apenas aparece.

Este conteúdo faz parte do livro LinkedIn e social selling sem vergonha, que reúne 15 capítulos com aplicação prática, exemplos e critérios para construir presença comercial em redes profissionais com consistência, contribuição e resultado.

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Referência: LinkedIn e social selling sem vergonha — Reginaldo Osnildo. Google Play: https://play.google.com/store/books/details?id=NikAEgAAQBAJ

Photo by Bastian Riccardi on Pexels.

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