Comentários que criam relacionamento: como fazer social selling que gera leads

Comentários de LinkedIn que criam relacionamento

Rogério comentava em dezenas de publicações por dia. Escrevia "excelente", "concordo plenamente" e "conteúdo necessário". Sua fotografia aparecia com frequência, mas poucas pessoas lembravam de qualquer contribuição específica, e a frequência sem lembrança é o que diferencia participação de plateia, e a plateia é o que diferencia uso que constrói de uso que apenas se distribui.

Um comentário pode funcionar como microconteúdo, e a funcionalidade é o que diferencia comentário útil de comentário de plateia. Ele demonstra leitura, acrescenta uma perspectiva e abre espaço para continuidade, e a abertura é o que diferencia uso que constrói de uso que apenas se distribui. Também pode revelar oportunismo quando é genérico, competitivo ou usado apenas para distribuir o próprio perfil, e a revelação é o que diferencia uso que constrói de uso que deteriora a própria imagem.

Este capítulo apresenta formas de comentar com atenção, utilidade e respeito ao espaço do autor. Você verá por que comentar é participar do espaço de outra pessoa, os cinco tipos de contribuição, elogio específico, perguntas que abrem conversa, contraponto sem disputa, quando não transformar comentário em post, continuidade depois da resposta, comentários em contas prioritárias, e métricas de qualidade versus quantidade.

Comentar é a forma mais democrática de participar de uma conversa profissional. Bem feito, constrói. Mal feito, deteriora, e a deterioração é mais rápida do que a construção, e a velocidade é o que diferencia profissional paciente de profissional apressado.

Comentar é participar do espaço de outra pessoa

A publicação pertence ao autor, e a pertença é o que diferencia comentário que participa de comentário que sequestra. Seu comentário deve dialogar com a tese, não sequestrar a discussão para apresentar seu serviço, e a dialogia é o que diferencia uso que constrói de uso que apenas se promove. A tentação de transformar cada comentário em mini-prospect é o que sustenta a deterioração da própria imagem, e a deterioração é o que diferencia profissional que constrói reputação de profissional que se promove.

Leia antes de responder, e a leitura é o que diferencia comentário de contribuição de comentário de plateia. Reconheça o ponto central e acrescente algo proporcional, e a proporcionalidade é o que diferencia uso que comunica de uso que apenas aparece. O autor que percebe que o comentarista leu o conteúdo e acrescentou algo tende a retribuir a atenção, e a retribuição é o que diferencia profissional que constrói rede de profissional que apenas coleciona conexões.

Três sinais de comentário que participa do espaço do autor: o comentário dialoga com a tese específica (não com tema genérico), o autor do post responde com substância (não apenas com agradecimento), e a discussão evolui para algo que beneficia ambos, e a evolução é o que diferencia comentário de contribuição de comentário de plateia.

Os cinco tipos de contribuição

Você pode adicionar uma distinção (mostrar uma diferença que o post não fez), um exemplo (ilustrar o ponto com caso concreto), uma consequência (mostrar o que a tese implica), uma pergunta (abrir caminho para aprofundamento) ou um contraponto respeitoso (apresentar contexto em que a tese pode não valer), e a combinação é o que diferencia comentário que contribui de comentário que apenas elogia.

Não é necessário utilizar todos, e a tentação de misturar é o que diferencia comentário útil de comentário sobrecarregado. Um comentário forte costuma desenvolver uma única ideia, e a unidade é o que diferencia uso que comunica de uso que tenta impressionar, e a impressão sem comunicação é o que diferencia profissional que parece ativo de profissional que realmente constrói.

Três exemplos para cada tipo: distinção ("a diferença entre resultado e atividade é o que torna o argumento aplicável"), exemplo ("em uma empresa com a qual trabalhei, o mesmo problema aparecia em reuniões longas por falta de agenda"), consequência ("se isso for verdade, a maioria dos planejamentos está superestimada"), pergunta ("em que contexto você viu esse padrão não se aplicar?"), e a combinação é o que diferencia uso que demonstra capacidade de uso que apenas aplaude.

Elogio específico

Elogiar não é errado, e a demonização do elogio é o que diferencia profissional que pensa de profissional que segue fórmula. Torne o elogio verificável: "A diferença entre atividade e resultado torna o argumento mais aplicável", e a verificabilidade é o que diferencia elogio útil de elogio genérico, e a genericidade é o que diferencia uso que se percebeu de uso que apenas distribuiu elogio. Isso demonstra que você realmente leu, e a demonstração é o que diferencia comentário de contribuição de comentário de plateia.

Três formas de elogiar com substância: citar a parte específica que chamou atenção, mostrar por que aquela parte é relevante, e conectar com algo que você viveu ou estudou, e a conexão é o que diferencia elogio útil de elogio genérico, e a genericidade é o que diferencia profissional que constrói reputação de profissional que apenas coleciona likes.

Três sinais de elogio que vale a pena: o autor reconhece que o elogio veio de quem leu (e não de quem passou o olho), outros leitores percebem que o elogio acrescenta (não apenas aplaude), e o elogio se torna ponto de partida para troca mais profunda, e a troca é o que diferencia comentário de construção de comentário de plateia.

Perguntas que abrem conversa

Perguntas úteis aprofundam o tema, e o aprofundamento é o que diferencia uso que constrói de uso que apenas decora. Evite perguntas que colocam o autor em um teste ou que poderiam ser respondidas com uma pesquisa rápida, e a evitação é o que diferencia uso que respeita de uso que apenas se promove. Uma boa pergunta nasce de curiosidade real, e a curiosidade é o que diferencia profissional que pensa de profissional que segue fórmula.

Três características de perguntas que abrem conversa: a pergunta é específica (não genérica), a pergunta é respondível pelo autor (não por qualquer pessoa), e a pergunta abre caminho para continuação, e a abertura é o que diferencia uso que constrói de uso que apenas decora.

Três exemplos: "em que situação esse padrão não apareceu no seu caso?", "que evidência sustentou essa conclusão quando você testou?", e "como o autor lidaria com X que parece exceção?", e a especificidade é o que diferencia uso que constrói de uso que apenas decora, e a decoração é o que diferencia profissional que constrói reputação de profissional que parece ativo.

Contraponto sem disputa

Discordar pode enriquecer, e o enriquecimento é o que diferencia uso que constrói de uso que apenas concorda. Comece pelo ponto de concordância, apresente o contexto em que vê diferença e explique o motivo, e a sequência é o que diferencia contraponto respeitoso de ataque, e o ataque é o que diferencia profissional que constrói reputação de profissional que se torna persona ingrata na rede. Evite ironia, rótulos e tentativa de vencer publicamente, e a evitação é o que diferencia uso que constrói de uso que apenas se promove.

Três formas de discordar com elegância: "concordo com a tese principal, mas no contexto X ela pode não se aplicar porque Y", "gostei da provocação, e queria testar o argumento com um caso específico", e "o ponto é importante, e me ajuda a ver que Z pode ser exceção, e a exceção sugere W", e a construção é o que diferencia contraponto que constrói de ataque que deteriora.

Três sinais de contraponto bem feito: o autor original responde com substância (não apenas com defesa), outros leitores percebem a discussão como produtiva (não como briga), e a relação entre autor e comentarista se fortalece (não se deteriora), e o fortalecimento é o que diferencia uso que constrói reputação de uso que deteriora reputação.

Não transforme o comentário em post

Comentários longos podem ser adequados, mas não precisam competir com a publicação, e a competição é o que diferencia comentário útil de comentário que tenta aparecer. Se a contribuição exige uma tese própria, considere escrever outro conteúdo e referenciar a discussão com respeito, e o respeito é o que diferencia uso que participa de uso que se apropria, e a apropriação é o que diferencia profissional que constrói reputação de profissional que se torna inconveniente.

A proporção ajuda a preservar o espaço, e a preservação é o que diferencia uso que respeita de uso que apenas quer aparecer. O autor da publicação tem o palco; o comentarista participa, e a participação é o que diferencia uso que constrói de uso que apenas se promove.

Três critérios para decidir entre comentário longo e post próprio: o argumento é complemento da tese (comentário) ou é tese própria (post)? o autor teria espaço para responder sem que o post fique incompleto (comentário) ou o post exigiria discussão longa (post próprio)? o conteúdo agrega ao post original (comentário) ou desvia para outro tema (post próprio)? A resposta a essas perguntas é o que sustenta a decisão certa, e a decisão é o que diferencia uso que constrói de uso que apenas aparece.

Continuidade depois da resposta

Quando o autor responde, continue se houver assunto, e a continuação é o que diferencia uso que constrói de uso que apenas aparece. Não force uma conexão privada, e a ausência de força é o que diferencia uso que constrói de uso que apenas quer vender. A própria troca pública pode ser suficiente, e a suficiência é o que diferencia uso que respeita o ritmo de uso que quer forçar conversão.

Se surgir uma relação, o convite posterior terá contexto, e o contexto é o que diferencia uso que constrói de uso que apenas convida. Convite com contexto tem mais chance de ser aceito, e a aceitação é o que diferencia profissional que constrói rede de profissional que apenas coleciona conexões vazias, e a vacuidade é o que diferencia uso que constrói reputação de uso que deteriora reputação.

Três sinais de que a continuidade vale a pena: o autor responde com substância (não apenas com agradecimento), a discussão evolui para algo novo (não apenas repete), e há abertura para conversa futura, e a abertura é o que diferencia uso que constrói de uso que força conversão.

Comentários em contas prioritárias

Organizar atenção não significa comentar em tudo que uma potencial conta publica, e a organização é o que diferencia uso estratégico de uso obsessivo. Interaja apenas quando existe contribuição, e a contribuição é o que diferencia uso que constrói de uso que apenas se distribui. O comportamento excessivamente calculado é percebido, e a percepção é o que diferencia profissional que constrói reputação de profissional que se torna inconveniente, e a inconveniência é o que diferencia uso que preserva de uso que deteriora.

Três critérios para comentar em conta prioritária: existe contribuição real a fazer? o comentário agrega valor ao post e à conta? o tom respeita o espaço do autor, e o respeito é o que diferencia uso que constrói de uso que se torna invasivo. Se as três respostas forem sim, comente. Se alguma for não, apenas acompanhe, e o acompanhamento é o que diferencia profissional paciente de profissional apressado.

Três sinais de comportamento excessivo: comentar em todos os posts de uma conta sem exceção, ser o primeiro a comentar repetidamente, e sempre encerrar com menção ao próprio trabalho, e a menção é o que diferencia uso que participa de uso que se promove, e a promoção é o que diferencia profissional que constrói reputação de profissional que se torna inconveniente.

Métricas de comentários

Conte quantidade, mas observe qualidade: respostas (o autor respondeu ao seu comentário com substância), visitas (o perfil foi visitado depois do comentário), conexões (aceitaram convite depois do comentário), mensagens (enviaram mensagem privada), conversas continuadas (a relação evoluiu para troca frequente), e a observação é o que diferencia métrica de vaidade de métrica de construção, e a construção é o que diferencia profissional que mede o que importa de profissional que mede o que impressiona.

Um comentário com duas reações pode gerar mais valor do que outro com cinquenta curtidas, e a diferença é o que sustenta a necessidade de observar qualidade, e a qualidade é o que diferencia profissional que constrói reputação de profissional que apenas coleciona likes. Vendedor que mede apenas curtidas tende a buscar likes, e a busca é o que diferencia uso que constrói de uso que se deteriora.

Três métricas para acompanhar qualidade: número de respostas com substância, número de visitas ao perfil após comentário, número de conexões ou mensagens originadas de comentário, e a combinação é o que sustenta a medição útil, e a utilidade é o que diferencia profissional que mede para melhorar de profissional que mede para impressionar.

Em resumo

Comentar é participar do espaço de outra pessoa, e a participação é o que diferencia uso que constrói de uso que se apropria. Cinco tipos de contribuição (distinção, exemplo, consequência, pergunta, contraponto) oferecem opções, e a variedade é o que diferencia uso que comunica de uso que apenas decora. Elogio específico demonstra leitura, e a demonstração é o que diferencia elogio útil de elogio genérico, e a genericidade é o que diferencia profissional que constrói reputação de profissional que apenas coleciona likes.

Perguntas que abrem conversa são específicas e respondíveis, e a especificidade é o que diferencia uso que constrói de uso que apenas decora. Contraponto sem disputa começa por concordância, e a concordância é o que diferencia uso que constrói de uso que ataca. Não transforme comentário em post, e a contenção é o que diferencia uso que respeita de uso que se apropria. Continuidade depois da resposta preserva o ritmo, e a preservação é o que diferencia uso que constrói de uso que força. Comentários em contas prioritárias exigem contribuição real, e a exigência é o que diferencia uso que constrói de uso que se torna invasivo. Métricas de qualidade superam quantidade, e a superação é o que diferencia profissional que mede para melhorar de profissional que mede para impressionar.

Se você quer melhorar a qualidade dos seus comentários, escolha cinco publicações e escreva, sem publicar, um comentário de cada tipo (distinção, exemplo, consequência, pergunta, contraponto). Em seguida, publique o que parecer mais útil e observe a resposta. Revise os últimos comentários e classifique como genéricos, sociais, temáticos ou relacionais. Durante uma semana, faça menos comentários e registre quais geraram continuidade. O resultado provavelmente será uma participação mais eficiente e mais respeitada, e a participação é o que diferencia profissional que constrói reputação de profissional que apenas aparece.

Este conteúdo faz parte do livro LinkedIn e social selling sem vergonha, que reúne 15 capítulos com aplicação prática, exemplos e critérios para construir presença comercial em redes profissionais com consistência, contribuição e resultado.

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Referência: LinkedIn e social selling sem vergonha — Reginaldo Osnildo. Google Play: https://play.google.com/store/books/details?id=NikAEgAAQBAJ

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